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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Verlano não é mais réu

A notícia é de quatro dias atrás, mas terminei passando batido. Estava na entrega do Prêmio de Direitos Humanos quando vi a informação. Não publiquei na hora e findei esquecendo.
O TRF aceitou a argumentação da defesa e determinou a retirada da lista de réus do nome de Verlano Medeiros, advogado e juiz eleitoral.
Segundo noticiou a imprensa, a decisão foi do desembargador Lázaro Guimarães que considerou o fato do parecer de Verlano Medeiros, quando atuou como assessor jurídico da Prefeitura de Sítio Novo ter sido “de caráter técnico”. O desembargador escreveu na decisão: “ocorre que a sua atuação restringiu-se , como assessor jurídico do Município de Sítio Novo – RN, a emitir pareceres de caráter estritamente técnico, cuja única irregularidade consistiria na ordem de juntada aos autos do procedimento administrativo”.
A imprensa não informou se o MPF vai recorrer da decisão do desembargador.

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