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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Três dias depois, Ibanez Monteiro ainda não modificou lista de eleitos

Faz três dias que o pleno do TRE, por 4 votos a 2, decidiu devolver George Câmara e Ranieri Barbosa à lista de eleitos no pleito de outubro. Até agora a lista não foi modificada pelo juiz responsável, Ibanez Monteiro.
Enquanto isso, as articulações continuam.
Há interesses poderosos - leia-se aí o nome de Henrique Alves - envolvidos na operação em favor da manutenção do mandato de Edivan Martins.
Além de Henrique, que indicou o juiz relator Carlos Virgílio para a corte e teria influenciado sua mudança de voto, há interesses de outros juízes na manutenção do mandato de Edivan: genro de um membro da corte eleitoral teria cargos comissionados na Câmara Municipal, indicados pelo atual presidente.
A ação, articulada, parece clara: o TRE adia a publicação da lista de eleitos o quanto pode. As forças ocultas agem para modificar o cenário e mudar os votos na decisão do mérito na terça-feira. Ou adiam a decisão até depois da diplomação dos eleitos, querendo construir um cenário de fato consumado. Isso explica o "esquecimento" que tem o TRE de atualizar a lista de eleitos.
Enquanto isso, o grupo de vereadores do manifesto em defesa da reeleição de Edivan na presidência da Casa pressiona para que a opinião pública e o tribunal entendam a sua eleição e a de Cláudio Porpino como fato consumado.
Forças ocultas, cada vez mais evidentes, entre as quais Henrique Alves, continuam agindo para que sejam desconsiderados os 27 mil votos dados à União Por Natal 2. Desrespeitando a soberania popular. O que escondem ou querem esconder - ou manter - com essa ação?
Mais que isso: os 27 mil eleitores da União Por Natal 2 merecem que Ibanez retifique a lista de eleitos - obedecendo a decisão do pleno do TRE. Decisão que coincide com a opinião do Ministério Público e a decisão de Dias Toffoli, no TSE.

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