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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

PM do RN age como na ditadura e persegue militantes e ativistas


O jovem estudante e trabalhador, Juan Drugue, procurou o Centro de Referência em Direitos Humanos/CRDH com o intuito de denunciar a abordagem truculenta e as ameaças que sofreu por parte da BP Choque Natal/RN na ultima terça-feira.

Juan se encontrava no terminal da Cidade da Esperança, nesta capital, por volta das 14h, onde aguardava o ônibus para ir ao trabalho quando quatro policiais militares o intimidaram exigindo que encostasse a cabeça na parede e respondesse se estava envolvido na queima de ônibus em Natal. Os policiais agiram em todo momento de forma violenta, referindo-se ao jovem com palavras ofensivas e tom ameaçador. Juan identificou-se, dizendo seu nome e sua profissão, o que não fez diminuir a truculência dos policiais, que questionavam se ela havia participado dos atos contra o aumento das passagens.

Diante de sua identificação e da resposta positiva quanto a participação no movimento #Revoltadobusão, os policiais o acusaram de ter tocado fogo nos ônibus e afirmaram ter visto as frases que ele havia postado em seu facebook contra as ações da policia militar, ao mesmo tempo em que fotografavam as tatuagens do militante.

Juan fora forçado a entrar na mala da viatura, mesmo diante da intervenção dos motoristas e cobradores que alegavam ser o jovem trabalhador e usuário frequente das linhas de ônibus naquele local. Enquanto levavam Juan na mala até sua residência – que fica próximo ao local em que fora abordado – os policiais listavam o nome de vários outros militantes políticos questionando se ele os conheciam e se eram lideres do movimento. Também ameaçavam com frases do tipo: “se não fosse esse horário você iria ver para onde te levaríamos”.

Ao chegar na frente da residência da vitima os policiais fotografaram a fachada e, diante de sua mãe e irmão, justificaram as atitudes truculentas pelo fato de Juan não está portando nenhum documento de identificação.

Diante dos fatos, o Centro de Referência em Direitos Humanos zelando por uma sociedade de fato democrática, em que a comunidade seja livre e as pessoas respeitadas em sua dignidade, repudia a ação arbitrária desses agentes e exige esclarecimentos por parte das autoridades competentes.

Centro de Referência em Direitos Humanos da UFRN

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