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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Participante da #RevoltadoBusao é agredido por PMs em Natal

No dia em que eu recebo um prêmio jornalístico de Direitos Humanos e no dia em que o Levante Popular da Juventude é também premiado, deparo-me com o relato de truculência abaixo.  Juan Drugue, participante da #RevoltadoBusao, covardemente intimidado por PMs em Natal.
Se celebramos hoje o fim da Ditadura Militar há quase 30 anos, no RN a polícia se comporta como se fossem agentes de um estado ainda antidemocrático.
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Nosso amigo e guerreiro de batalhas sociais dentro da cidade do Natal/RN, Juan Drugue, foi covardemente abordado, reprimido e humilhado pelo BP choque Natal/RN hoje. Ele aguardava o ônibus para ir para o estúdio de tatuagem onde trabalha, quando uma viatura o abordou e começou a intimida-lo perguntando se ele era o "cara que queima ônibus em Natal".

Em seguida perguntaram se ele participou dos atos contra o aumento das passagens na cidade e qual era seu nome, o mesmo respondeu que participou e que seu nome era Luan. Com isso um dos PMs confirmaram dizendo "É esse mesmo". Começaram a tirar fotos das tatuagens de Luan e entraram até na residência dele, assustando a mãe do rapaz que dizia que ele não era bandido e nem vagabundo e que estava indo trabalhar.

Em seguida os PMs foram listando nomes citando várias pessoas que participaram dos atos e que estão na mira deles, incluindo a banda Ação Libertária, o assessor do vereador Raniere Barbosa, que é o Dayvson Moura dentre outros. Luan neste momento está se dirigindo aos direitos humanos e fará sua denúncia. vamos identificar todos os polícias que participaram deste ato covarde, repressor e que tentam intimidar os que lutam por melhorias sociais nesta cidade.

Tentaram colocar o rapaz na mala da viatura, porém os motoristas (das empresas de ônibus) que estavam no local e algumas pessoas que assistiam tudo interviram perguntando o que ele tinha feito e argumentaram que ele era trabalhador e pegava o ônibus todos os dias no local. Devido a pressão eles não levaram, isso porque foi durante o dia claro. Fizeram terrorismo psicológico afirmando que eles iriam leva-lo para a mata e executa-lo. É essa a tal polícia que está preparada para defender a população? Isso me parece grupo de extermínio. Policiais que deveriam correr atrás de bandidos estão casando e aterrorizando, a mando de quem eu não sei, pessoas que estão do lado mais frágil da luta social.

Se acham que irão nos intimidar com isso, estão enganados. Vocês podem nos ferir, nos ameaçar e até nos matar, porém nosso ideal nunca morrerá. RESISTÊNCIA E LUTA SEMPRE!!! VAMOS ATRÁS DOS NOMES DOS POLICIAIS, E JUNTO COM AS VÁRIAS TESTEMUNHAS QUE PRESENCIARAM TUDO, PEDIR A EXONERAÇÃO DE TODOS QUE PARTICIPARAM DESTE ABSURDO.

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