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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Assepsia: Os nós de @micarladesousa

Ao ler que o ministro Ricardo Lewandovsky negou seguimento à reclamação interposta pela defesa de Micarla de Sousa contra a decisão de seu afastamento, fiquei pensando nos nós da prefeita afastada.
Se você lê com atenção as peças produzidas pelo Ministério Público percebe, com certa clareza, pelo menos dois nós dos quais Micarla não consegue escapar.
Primeiro, é a constatação que a prefeita tinha dívidas impressionantes nos bancos em que tinha conta. Mas seus gastos, por exemplo, com cartão de crédito continuavam sendo elevados. Ainda assim, a linha de crédito de Micarla era constantemente renovada. Como pode?
O segundo nó diz respeito aos indícios de gastos muito altos, mesmo que não houvesse as planilhas apreendidas na casa de Assis. Ela mora em uma grande casa e cheia de empregados particulares. Além disso, pôde viajar aos Estados Unidos, ficando em Hotel de Luxo na Flórida, mesmo devendo em torno de R$ 30 mil no cheque especial de sua conta. O dinheiro que financiava esse gasto não passava pelas contas da prefeita.
Disso, por mais que chore e proteste inocência, não pode escapar Micarla.

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