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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

No reino da culpa e da improbidade

Em que lugar do mundo um réu condenado por improbidade administrativa pode se tornar juiz para analisar as contas de outros gestores públicos?
No mesmo lugar do mundo em que o artíficie de um esquema de corrupção eleitoral altamente documentado, no qual sua própria voz foi flagrada articulando as fraudes - em notas fiscais e outras fraudes -, se torna chefe do gabinete civil por ser marido da governadora.
No mesmo lugar em que um senador acusado de receber um milhão de reais de um esquema de corrupção posa de probo e íntegro.
Que uma ex-governadora envolvida no mesmo esquema é eleita vice-prefeita.
É o mesmo reino em que a atual governadora está ameaçada de prisão por não cumprir uma determinação judicial - ou que contrata uma OS para administrar um hospital que tem como grande experiência um único outro hospital que assumira três meses antes.  Organização Social existente há três anos, mas que somente em 2012 começou a operar.
É nesse Reino Grande do Norte que um deputado que "não preenche os requisitos exigidos pela CF, idoneidade moral e reputação ilibada, porquanto já foi condenado e está sendo acusado em outros processos pela prática de improbidade administrativa e já foi denunciado criminalmente pelo MPF (o IPL foi arquivado em decorrência da prescrição)" toma posse como Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.
Nas palavras do Marcco, as "ações de Poti no passado, desabonam a sua moral, e o descredencia para o exercício do cargo".
É, companheiros, Poti Júnior é Conselheiro do TCE desde esta manhã.
Não à toa, o lugar do mundo em que tudo isso acontece é a Terra de Poti.

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