Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Multa de R$ 10,5 milhões no colo de Henrique Alves


Por Dinarte Assunção


O Correio Braziliense de hoje antecipa que a decisão da Câmara dos Deputados em ignorar a cassação dos deputados condenados pelo STF no mensalão pode gerar multa de até R$ 10,5 milhões ao próximo presidente da Casa.

A cassação deverá ser definida hoje com o voto do ministro Celso de Mello, mas só terá validade no próximo ano, quando houve trânsito em julgado, ocasião em que o Congresso estará regido por novos líderes.

O chefe do Legislativo deverá ainda perder o cargo público, cita a reportagem do Correio. A perda será resultado natural de uma ação civil pública pedida pela Procuradoria Geral da República.

Até o reino mineral sabe que o próximo presidente da Câmara deverá ser Henrique Eduardo Alves, que, procurado pelo Correio, preferiu não se manifestar.

O cálculo da multa é considerado a partir dos salários pagos aos condenados.

Há três deputados federais condenados pelo mensalão — João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto(PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT). A soma de seus salários chegam a R$ 80,1 mil. Se for considerado o ex-presidente do PT, José Genoino, que é suplente da coligação e poderá assumir o mandato, a soma mensal dos salários dos condenados alcançaria R$ 106 mil.

Se esse valor for multiplicado por 100, como prevê a lei, a multa a ser paga em caso de descumprimento chegaria a R$ 10,6 milhões. Esse montante alcançaria cifras ainda maiores caso a PGR e a Justiça considerem, além dos salários, os valores pagos com cotas parlamentares, passagens e pagamento de servidores.

Comentários

Postagens mais visitadas