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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Morre em São Paulo Décio Pignatari

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1194854-poeta-decio-pignatari-morre-aos-85-em-sao-paulo.shtml

O poeta Décio Pignatari morreu neste domingo (2), aos 85 anos. A morte foi confirmada pelo poeta Frederico Barbosa, diretor da Casa das Rosas. As causas não foram informadas.

Pignatari, que estava internado no Hospital Universitário da USP, em São Paulo, foi um dos principais nomes do concretismo, ao lado dos irmãos Haroldo e Augusto de Campos --com quem editou a revista "Noigandres", nos anos 1950. Também com os irmãos Campos publicou "Teoria da Poesia Concreta", em 1965.

Ainda de acordo com Barbosa, a família não vai fazer velório e o enterro será nesta segunda (3), ao meio-dia, no cemitério do Morumbi.

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