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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Jornalista potiguar lança livro sobre a Ditadura

Recebido de Roberto Monte, do CDHMP.

O jornalista norteriograndense Dermi Azevedo, ex-preso político e um dos fundadores do Movimento Nacional de Direitos Humanos/MNDH, lançará em Natal, em 14 de dezembro próximo, às 18:30h, no Restaurante Bella Nápoli, Av. Hermes da Fonsêca, 960,Tirol, o seu livro "Travessias Torturadas: Direitos Humanos e Ditadura no Brasil".
O livro, com 170 páginas, é o segundo volume da Coleção Memória das Lutas Populares, publicada pelo Centro de Direitos Humanos e Memória Popular/CDHMP, com sede em Natal e uma das organizações sociais mais atuantes na educação sobre os direitos humanos no país. O primeiro volume reúne poemas de Emanuel Bezerra, companheiro de lutas de Dermi, no movimento estudantil em 1968.
Resultante de mais de 40 anos de militância de seu autor nessa área, o livro de Azevedo traz informações inéditas sobre a repressão do regime militar contra todos os setores sociais democráticos, entre 1964 e 1985. Entre as vítimas das torturas, esteve incluído o seu primeiro filho, preso político em São Paulo, por ordem do delegado Sérgio Fleury, quando tinha apenas um ano e oito meses.
Dermi trabalhou, entre outras publicações, nos jornais Diário de Natal, Tribuna do Norte, A Ordem, Salário Mínimo, Visão, Manchete, Fatos & Fotos, VEJA, Isto É (da qual foi correspondente na Itália), Folha de S.Paulo, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Informations Catholiques Internationales , da França.
Como pesquisador, fez especialização em Relações Internacionais, na FESPSP, sobre a política externa do Vaticano, tornando~se, em seguida, Mestre em Ciência Política, na USP, com dissertação sobre a colaboração de agentes religiosos com a repressão de 1964/1985 e Doutor nessa mesma universidade, com uma tese sobre Igreja Católica e Democracia.
Dermi foi presidente da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de
Natal. Presidiu também a COOJORNAT - Cooperativa dos Jornalistas de Natal e foi um dos representantes brasileiros na II Conferência Mundial de Direitos Humanos, realizada, pela ONU, em 1993, em Viena, Áustria. Atualmente Dermi reside em Belém, no Estado do Pará.

Data do Lançamento: 14 de dezembro de 2012.
Local: Restaurante Bella Nápoli, Av. Hermes da Fonsêca, 960, Tirol
Horário: 18:30h

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