Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Garibaldi foi flagrado pela Operação Porto Seguro

Uma coisa não bate na explicação que Garibaldi deu a Patury: Paulo Vieira diz que um vôo específico ia ser liberado, "pode programar a viagem". Garibaldi vincula a conversa ao aeroporto de Mossoró. Patury assume a versão.

Por Felipe Patury
http://colunas.revistaepoca.globo.com/felipepatury/2012/12/16/garibaldi-quis-ajudar-e-caiu-no-grampo-da-porto-seguro/


O ministro da Previdência, Garibaldi Alves, é um dos flagrados pela Polícia Federal em grampos telefônicos da Operação Porto Seguro. No dia 23 de maio, Garibaldi conversou com Rubens Vieira, irmão de Paulo Vieira e um dos líderes da quadrilha. “Ministro, olha, nós conseguimos, tá? Eu to providenciando a documentação, mas o vôo vai ser liberado, pode programar a viagem”, diz Vieira. Garibaldi afirma que não se lembrar de tratar de nenhum vôo com Rubens Vieira. Segundo ele, o assunto foi a liberação provisória do aeroporto de Mossoró, no Rio Grande do Norte, seu estado. “Iam interditar o aeroporto por problemas de segurança, o que seria um desastre para a cidade”, disse Garibaldi a ÉPOCA. “Falei não só com ele (Rubens Vieira): envolvi até o (Juniti) Saito (comandante da Aeronáutica). O aeroporto tem precariedades, está dentro da cidade, tem umas casas lá, mas é como muitos outros”. Garibaldi afirma que entrou na história a pedido da governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, três vezes prefeita de Mossoró. “Eu acho que foi isso. Eu realmente não me lembro de outra coisa. Mas se tiver outro diálogo, não vou estranhar”, diz Garibaldi. É difícil a vida de ministro. Encarregado de cuidar da complicada situação dos aposentados, Garibaldi ainda tem de achar tempo para atender políticos e resolver pendências de áreas que nada têm a ver com a sua. “A demanda do estado é grande…”, diz.

Comentários

Postagens mais visitadas