Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Garibaldi foi flagrado pela Operação Porto Seguro

Uma coisa não bate na explicação que Garibaldi deu a Patury: Paulo Vieira diz que um vôo específico ia ser liberado, "pode programar a viagem". Garibaldi vincula a conversa ao aeroporto de Mossoró. Patury assume a versão.

Por Felipe Patury
http://colunas.revistaepoca.globo.com/felipepatury/2012/12/16/garibaldi-quis-ajudar-e-caiu-no-grampo-da-porto-seguro/


O ministro da Previdência, Garibaldi Alves, é um dos flagrados pela Polícia Federal em grampos telefônicos da Operação Porto Seguro. No dia 23 de maio, Garibaldi conversou com Rubens Vieira, irmão de Paulo Vieira e um dos líderes da quadrilha. “Ministro, olha, nós conseguimos, tá? Eu to providenciando a documentação, mas o vôo vai ser liberado, pode programar a viagem”, diz Vieira. Garibaldi afirma que não se lembrar de tratar de nenhum vôo com Rubens Vieira. Segundo ele, o assunto foi a liberação provisória do aeroporto de Mossoró, no Rio Grande do Norte, seu estado. “Iam interditar o aeroporto por problemas de segurança, o que seria um desastre para a cidade”, disse Garibaldi a ÉPOCA. “Falei não só com ele (Rubens Vieira): envolvi até o (Juniti) Saito (comandante da Aeronáutica). O aeroporto tem precariedades, está dentro da cidade, tem umas casas lá, mas é como muitos outros”. Garibaldi afirma que entrou na história a pedido da governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, três vezes prefeita de Mossoró. “Eu acho que foi isso. Eu realmente não me lembro de outra coisa. Mas se tiver outro diálogo, não vou estranhar”, diz Garibaldi. É difícil a vida de ministro. Encarregado de cuidar da complicada situação dos aposentados, Garibaldi ainda tem de achar tempo para atender políticos e resolver pendências de áreas que nada têm a ver com a sua. “A demanda do estado é grande…”, diz.

Comentários

Postagens mais visitadas