Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Empregados da Ativa seguem sem receber salários

O texto abaixo, de Daniel Menezes, pode ser complementado com o post que publiquei no domingo: os chefes de setores na prefeitura se recusando a enviar ofícios para informar à interventora que os empregados da Ativa efetivamente dão expediente em seus órgãos. Receiam que o documento se constitua em prova de prática irregular.
O texto traduz o sentimento de desamparo dos trabalhadores, mas pelo que conheço do que já foi apurado sobre a Ativa, a atitude da interventora parece coerente. Aliás, ser interventor em um cenário assim é tarefa dura.


http://www.cartapotiguar.com.br/2012/12/11/interventora-do-mp-na-ativa-trata-trabalhadores-como-vagabundos/

A interventora designada pelo Ministério Público para atuar na Associação de Atividades de Valorização Social – Ativa –, ONG ligada à estrutura da prefeitura municipal do Natal, vem tratando os trabalhadores da instituição como criminosos. É, pelo menos, o sentimento relatado pelos funcionários da instituição.

Com mais de 600 trabalhadores, que fomentam projetos sociais, produzem em diversas secretarias públicas, geram ações de cidadania, a Ativa, em decorrência de decisão da interventora, não pagou ainda os salários de setembro, outubro e novembro.

Conforme informação de membros da instituição, a administradora alega que cerca de 30% dos funcionários são fantasmas, recebem sem trabalhar. A interventora estaria fazendo uma varredura na folha de pagamento, para só pagar só a quem de direito.

O problema é que, ainda de acordo com trabalhadores da Ong, o zelo da nova administração está passando completamente dos limites. “Parece até que todo mundo é vagabundo. A maioria que dá expediente regular está sendo penalizada,” me disse uma assessora da Ativa.

Já outra pessoa, que preferiu não se identificar, enfatizou, que apesar dos coordenadores de setor tentarem manter o pagamento de alguns fantasmas, ela já sabe quem vai e quem não dá “nem as caras” há muito tempo. “É só começar a agir.”

O recurso financeiro para pagar setembro, além dos salários de outubro e novembro existe. Já está disponível. “Falta ela entender que a minha barriga não funciona em 90 dias”, finalizou outro celetista da Organização.

Natal sem ceia

Um trabalhador não pode ser tratado dessa forma. Ao que tudo indica, o peru de fim de ano será bem magro.

A situação é de desespero.

Comentários

Postagens mais visitadas