Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Edivan Martins renuncia à presidência da Câmara e Ney Lopes Júnior volta a ser prefeito

Fim da novela.
Edivan Martins (PV) fez o que devia ter feito desde o começo, se não queria assumir a prefeitura de Natal: renunciou à presidência da Câmara. Assim, Ney Lopes Júnior (DEM) volta à prefeitura por ser o próximo na linha sucessória.
A confusão de prefeitos em Natal começou com o afastamento de Micarla de Sousa (PV) pelo Tribunal de Justiça, em novembro. A prefeita, flagrada na Operação Assepsia, está afastada até o fim do mandato.
O vice-prefeito Paulinho Freire (PP) renunciou na véspera de ser diplomado como vereador. Paulinho temia ter problemas para assumir o mandato de vereador caso acumulasse o diploma de vereador com o exercício de cargo do prefeito.
Esse foi o mesmo motivo alegado por Edivan para não assumir a prefeitura: ainda que não tenha sido reeleito nas urnas, o então presidente da Câmara ainda nutre esperanças de ter uma decisão favorável no TSE e se ver devolvido à Casa entre 2013 e 2016.
Na sexta-feira, o desembargador Amaury Sobrinho acatou os argumentos do MP (que dizia não haver impedimentos legais para que Edivan Martins assumisse a prefeitura) e determinou o afastamento de Ney Lopes Júnior e a posse do então presidente da Câmara como prefeito.
Pela manhã, Ney Lopes Júnior havia entregue a prefeitura. Com a renúncia de Edivan, Ney retorna ao cargo.

Comentários

Postagens mais visitadas