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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Edivan Martins, o manifesto e o golpe

Cada vez mais se esclarecem as estratégias envolvidas na ação do presidente da Câmara Municipal de Natal, Edivan Martins (PV), para permanecer vereador.
Mais cedo, falei sobre as forças ocultas que estavam atuando para que o juiz Carlos Virgílio mudasse o voto, em favor de George Câmara e Ranieri Barbosa, dado na primeira sessão.  Virgílio mudou o voto mas, ainda assim, a decisão de hoje foi favorável a manutenção dos votos da coligação União Por Natal 2, excluindo-se apenas o PTdoB.  A decisão está em linha com o que compreende a Procuradoria Regional Eleitoral, no que se refere à manutenção da soberania do voto popular principalmente, e está em linha com a decisão do ministro Dias Toffoli semanas atrás.
O cenário das ações de Edivan e seus aliados, como o deputado federal Henrique Eduardo Alves, está cada vez mais claro.  E amanhã, ao lado de Erick Pereira, Edivan desembarca em Brasília pela manhã a fim de convencer Toffoli e o TSE a uma decisão que lhe seja favorável.
Um dos passos dados nas ações de Edivan Martins foi a criação de um manifesto, noticiado por Ricardo Rosado, em que 17 vereadores afirmavam o apoio à permanência de Edivan como presidente da Câmara.  A princípio imaginei que a ação apenas serviria para criar um clima de opinião favorável à tese de fato consumado.  Mas não foi apenas isso.
Essa ação foi utilizada para convencer o TRE a entender que a questão já estava consumada e serviu de argumento na defesa da tese de que Edivan e Cláudio Porpino devem ser considerados eleitos no Tribunal.  A ideia a ser vendida: os vereadores já considerariam a questão resolvida.  Por enquanto, não funcionou.
Ainda há águas para rolarem.  Até aqui ficou evidente que o pleno do TRE caminha para uma decisão favorável à defesa da coligação União Por Natal 2, assim como o fez a PRE e o TSE.  Mas a questão do mérito será decidida apenas na terça-feira pelo TRE.  E ainda há embargos de declaração no TSE.  É tempo demais para forças ocultas de uns tais movimentos democráticos brasileiros atuarem para roubarem a soberania de 27 mil votos natalenses.

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