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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Dom Pedro Casaldáliga passa bem, diz sobrinha

No Terra

Glória Casaldáliga, sobrinha do bispo espanhol Pere Casaldáliga - que foi obrigado a deixar São Félix do Araguaia, no Mato Grosso, por causa das ameaças relacionadas ao seu trabalho a favor dos índios xavantes -, afirmou neste domingo que seu tio passa "bem, mas segue preocupado com a situação". Em entrevista à rádio Catalunha, Glória declarou que o bispo, de 84 anos e que sofre de Parkinson, decidiu deixar sua casa no Brasil "não só por de sua segurança, mas também pela das pessoas que viviam na mesma".

Ela falou com seu tio na tarde de ontem por telefone e assinalou que, apesar das circunstâncias que o forçaram a deixar sua residência, tinha o encontrado "bem e tranquilo". A sobrinha do bispo acrescentou que seu tio deseja que "esta situação acabe o quanto antes" e que também tem "muitas vontade de voltar a sua casa de São Felix com 'os seus'". Pedro Casaldáliga deixou a aldeia de São Félix do Araguaia devido a um recrudescimento das ameaças que recebe há anos por seu trabalho a favor dos índios xavantes, disseram à Agência Efe fontes de uma organização indigenista.

"Don Pedro tem certeza", resumiu um porta-voz do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), uma organização vinculada ao Episcopado, que se recusou a dizer para onde Casaldáliga foi levado. Segundo ele, o bispo espanhol está em um lugar protegido pela Polícia Federal. O Cimi denunciou que as ameaças se redobraram nas últimas semanas, aparentemente devido à iminente decisão de um tribunal que, segundo fontes judiciais, tende a se mostrar a favor dos índios xavantes em um processo de propriedade de terras, situadas próximas a São Félix do Araguaia.

Há mais de duas décadas, os xavantes contavam com a solidariedade de Casaldáliga, que chegou a esse remoto município de Mato Grosso em 1968. Nascido em Balsareny, em Barcelona, Casadáliga chegou à Amazônia após ter passado sete anos como missionário na Guiné Equatorial. No Mato Grosso, o bispo abraçou a Teologia da Libertação, uma corrente nascida nos movimentos de base da Igreja Católica no Brasil.

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