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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Dom Pedro Casaldáliga passa bem, diz sobrinha

No Terra

Glória Casaldáliga, sobrinha do bispo espanhol Pere Casaldáliga - que foi obrigado a deixar São Félix do Araguaia, no Mato Grosso, por causa das ameaças relacionadas ao seu trabalho a favor dos índios xavantes -, afirmou neste domingo que seu tio passa "bem, mas segue preocupado com a situação". Em entrevista à rádio Catalunha, Glória declarou que o bispo, de 84 anos e que sofre de Parkinson, decidiu deixar sua casa no Brasil "não só por de sua segurança, mas também pela das pessoas que viviam na mesma".

Ela falou com seu tio na tarde de ontem por telefone e assinalou que, apesar das circunstâncias que o forçaram a deixar sua residência, tinha o encontrado "bem e tranquilo". A sobrinha do bispo acrescentou que seu tio deseja que "esta situação acabe o quanto antes" e que também tem "muitas vontade de voltar a sua casa de São Felix com 'os seus'". Pedro Casaldáliga deixou a aldeia de São Félix do Araguaia devido a um recrudescimento das ameaças que recebe há anos por seu trabalho a favor dos índios xavantes, disseram à Agência Efe fontes de uma organização indigenista.

"Don Pedro tem certeza", resumiu um porta-voz do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), uma organização vinculada ao Episcopado, que se recusou a dizer para onde Casaldáliga foi levado. Segundo ele, o bispo espanhol está em um lugar protegido pela Polícia Federal. O Cimi denunciou que as ameaças se redobraram nas últimas semanas, aparentemente devido à iminente decisão de um tribunal que, segundo fontes judiciais, tende a se mostrar a favor dos índios xavantes em um processo de propriedade de terras, situadas próximas a São Félix do Araguaia.

Há mais de duas décadas, os xavantes contavam com a solidariedade de Casaldáliga, que chegou a esse remoto município de Mato Grosso em 1968. Nascido em Balsareny, em Barcelona, Casadáliga chegou à Amazônia após ter passado sete anos como missionário na Guiné Equatorial. No Mato Grosso, o bispo abraçou a Teologia da Libertação, uma corrente nascida nos movimentos de base da Igreja Católica no Brasil.

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