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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Delegado que confessou relaxamento já havia sido acusado na Operação Pecado Capital

O delegado Márcio Varandas Delgado, que acabou por confessar hoje em depoimento à CPI do Tráfico de Pessoas que relaxou na investigação sobre o desaparecimento de crianças no bairro Planalto, já foi notícia.
Em 8 de abril republiquei um texto da Tribuna do Norte dando conta de uma investigação em curso contra um grupo de policiais civis, incluindo delegado, implicados em denúncias de assassinatos, tráfico de drogas, formação de quadrilha, extorsão, corrupção e tráfico de influência.  A denúncia de então combina com o investigado no âmbito da Operação Pecado Capital.  Ali foi constatado que a quadrilha liderada por Rychardson Macedo no IPEM conseguirá politicamente a remoção do delegado Matias Laurentino, que investigava as denúncias contra a autarquia.  Em seu lugar, foi nomeado o delegado Márcio Delgado que, segundo consta dos telefonemas interceptados e dos autos do processo, agiria em favor da quadrilha para acobertar as investigações.
Dizia o texto de abril que
o delegado Márcio Delgado teve o nome ventilado na denúncia por ter sido nomeado para a Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra a Ordem Tributária (Deicot). A designação teria por objetivo "abafar o inquérito policial que está apurando as irregularidades do IPEM, que tem como acusado o ex-diretor Richardson [de Macedo Bernardo, preso na operação Pecado Capital e solto recentemente após a revogação dessa prisão]". O denunciante frisa ainda que Richardson seria um "testa de ferro do deputado Gilson Moura".
Agora, quando a CPI investiga a inação da Polícia Civil na investigação sobre as crianças desaparecidas no Planalto, Márcio Delgado termina confessando em depoimento público uma possível prevaricação, como destacou a senadora Vanessa Graziotin (PCdoB/AM).  Que deixou clara sua perplexidade com a admissão pública por parte da Polícia Civil do RN que o caso não foi investigado da maneira que merecia por se tratarem de crianças pobres filhos de pais que moram em um bairro periférico de Natal.
 

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