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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Decisão do TJ não tem, ainda, efeito prático

A decisão do desembargador Amaury Sobrinho que na sexta-feira decidiu pelo afastamento de Ney Lopes Júnior e posse de Edivan Martins como prefeito de Natal ainda não teve efeitos práticos.
Isso porque o presidente da Câmara de Natal está se escondendo da justiça e ainda não foi notificado acerca do decidido. Segundo seus assessores, Edivan retornará à capital somente após o Natal.
Enquanto isso, Ney Lopes Júnior disse que fica no cargo até a decisão de Edivan - que pode também renunciar à presidência da Câmara para não se tornar prefeito.
A citação de Edivan é só pro-forma, já que a decisão do TJ é pública e notória. Edivan decidiu enrolar Natal e desmoralizar o Tribunal de Justiça. Tudo porque ainda alimenta a esperança de que o TSE lhe devolva o cargo de vereador que o povo lhe tirou nas urnas.

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