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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Comitê Popular da Copa denuncia violação aos direitos humanos

Com atraso de quase uma semana, registro a ação do Comitê Popular da Copa no último sábado:

No Coletivo Foque

Neste sábado, dia 1º de dezembro, o Comitê Popular da Copa realizou protestos em todas as cidades sedes da Copa do Mundo de 2014. Em Natal, representantes do Comitê e da Associação Potiguar dos Atingidos Pela Copa (APAC) foram pra rua com o objetivo de chamar a atenção da população para os prejuízos que as obras da Copa poderão causar à cidade e seus habitantes.



Para a professora Dulce Bentes, do Departamento de Arquitetura da UFRN, “Não temos que achar que essas obras de mobilidade são para a Copa de 2014, são recursos públicos destinados para a estrutura urbana da nossa cidade”. Para ela é preciso resolver o problema da mobilidade num diálogo muito sério com habitação, com moradia. “Então, um olhar responsável do poder público sobre habitação, de interesse social, tem a obrigação de subsidiar e não dispensar a população ou desapropriar. Resolver o problema da mobilidade desalojando moradores está criando um problema maior”, afirmou Dulce.

Segundo o arquiteto Francisco Iglesias, da Associação Potiguar Amigos da Natureza, as obras de mobilidade da Copa representam um atentado contra a cidade, pois são obras baseadas em estudos falhos. “Se tiver um planejamento ele é o contrário dos interesses da cidade, é o contrário de como se caminha a política urbana no mundo inteiro, que é de valorização do pedestre, valorização do ciclista, valorização do transporte público. Então nossa cidade, em vez de aproveitar essa Copa como elemento de um salto qualitativo para a sua população, está perdendo esta oportunidade”, denunciou Iglesias.

O advogado Marcos Dionísio, integrante do Comitê Popular da Copa, diz que a preocupação maior é que a Copa do Mundo não pode acontecer violando direitos humanos e aponta as desapropriações de várias famílias como um dos graves problemas que afetam a população da cidade. Além disso, “são obras que agridem o meio ambiente, como o alargamento da Avenida Felizardo Moura, no bairro Nordeste, que ameaça entrar na área de mangues”, bem como as obras da avenida Roberto Freire, que invadem o Parque das Dunas

De acordo com o Comitê Popular da Copa, além de não resolver o problema de mobilidade os projetos para a Copa de 2014 têm custo muito alto, o que significa um mega endividamento do Estado e do município de Natal.

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