Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

CNBB indica desembargador vinculado a movimento de DH para o STF

Por Felipe Patury
Na Revista Época


O presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Raymundo Damasceno, tenta convencer a presidente Dilma Rousseff a indicar o presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, Feu Rosa, ao Supremo Tribunal Federal. O cardeal entregou pessoalmente a Dilma o currículo do capixaba e uma carta de recomendação. Nos anos 90, Feu Rosa deflagrou uma guerra contra os corruptos de seu estado. Vinculado a movimentos de direitos humanos, ele conta também com o lobby do governador Renato Casagrande (PMDB) e dos senadores capixabas. Próximo da Igreja, o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, endossou o pleito. Não é a primeira vez que a CNBB se movimenta dessa forma. Em 2009, apoiou com sucesso a indicação de José Dias Toffoli. Feu Rosa não se pronunciou.

Comentários

Postagens mais visitadas