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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Cid convida para inauguração da Arena Castelão

Depois de seis anos trabalhando na Petrobras uma das disciplinas que estou ministrando na UFC tinha que levar em conta essa experiência profissional.  Desse modo, estou a cargo de Assessoria de Comunicação, que bem podia se chamar Comunicação Organizacional Integrada, ou coisa que o valha.
Sempre gosto de discutir com alunos experiências - positivas e negativas - de comunicação das organizações.  Uma das experiências sobre a qual temos discutido é o caso do CEI Mirassol, de uma perspectiva negativa.
Mas há outras experiências positivas.
Hoje devo confessar que testemunhei uma. Vinha para a casa pela avenida Virgílio Távora.  O trânsito estava mais pesado que o comum no horário.  Próximo à esquina com a avenida Dom Luís, em um shopping, reparei uma movimentação anormal.  Os utilitários e a movimentação de homens com pinta de militares (à paisana) me fizeram imaginar que o governador Cid Gomes (PSB) pudesse estar ali.  Enquanto pensava, uma jovem veio à janela do carro entregando folheto convidando para a inauguração da Arena Castelão no domingo que vem.
Foi quando eu o vi. No melhor estilo Amaro Rolim - o dono da TAM que esperava passageiros na porta da aeronave e, eventualmente, realizava o check-in dos clientes -, o governador Cid Gomes estava na esquina entregando os convites para os motoristas.
Por mais críticas - algumas severas - que eu tenha e faça contra Cid e os Ferreira Gomes, a iniciativa foi louvável e extremamente positiva e feliz de um ponto de vista da comunicação.
Imaginem a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) fazendo o mesmo quando da inauguração da Arena das Dunas - isso se ela ainda for a governadora à época.  Qual seria o efeito e a reação do povo?

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