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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Carlinhos Cachoeira é condenado a 39 anos e preso novamente

Na Folha de São Paulo

Pouco mais de duas semanas após ser libertado, o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, voltou a ser preso na tarde desta sexta-feira (7).

Sua prisão decorre da sentença, dada hoje, do processo criado após as investigações da Operação Monte Carlo, realizada em fevereiro pela Polícia Federal.

O empresário foi condenado a 39 anos e 8 meses de prisão por diversos crimes, como corrupção ativa, formação de quadrilha e peculato. Segundo a acusação, ele controlava um esquema centrado em jogo ilegal, mas que se expandiu para desvio de recursos públicos por meio de corrupção de agentes estatais.

Com Cachoeira como pivô, as apurações da Polícia Federal levaram a uma crise política, com a criação de uma CPI e a cassação do mandato do ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM).

A decisão do juiz da 11ª Vara da Justiça Federal de Goiânia, que o absolve de outras imputações, ainda pode ser contestada em recursos. Antes dessa nova prisão, Cachoeira esteve preso 266 dias. Ele havia sido preso preventivamente no dia 29 de fevereiro com base nas investigações que apuraram o esquema de corrupção e exploração ilegal de jogos na região Centro-Oeste. Enquanto o processo corria na Justiça Federal, a defesa do empresário apresentou vários recursos na Justiça, em Brasília, a maioria para libertá-lo.

No mês passado, conseguiu um habeas corpus e deixou a prisão no dia 21 de novembro.

Durante o curto período em que ficou em liberdade, Cachoeira passou cinco dias internado em um hospital de Goiânia. De acordo com os médicos, Cachoeira chegou ao hospital com sintomas de "estresse acentuado, transtorno de conduta e reação mista depressiva".

Segundo a equipe médica, ele estava "com um agudo quadro de diarreia e náuseas intensas, comprometido ainda por severa perda de peso, de 18 quilos, e desidratação".

Ao deixar o hospital, Cachoeira disse a amigos e jornalistas que estava bem e que pretendia oficializar em breve o casamento com sua mulher, Andressa.

Antes da condenação desta sexta-feira, o empresário já havia sido condenado a cinco anos de prisão em regime semiaberto pela Justiça do Distrito Federal.

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