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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Autor de trabalhos citados por @miguelnicolelis escreve ao blog

Recebi esta tarde um email do pesquisador Fabio Viegas Caixeta. Seu nome aparece entre os autores dos artigos publicados pelo Instituto Internacional de Neurociências de Natal.
Fabio afirma que Miguel Nicolelis "está mentindo quanto à realização desses trabalhos ter se dado no período de 2011-2012 dentro do laboratório dele".
O pesquisador afirma que os dados que subsidiam os artigos foram colhidos antes da divisão em julho de 2011.
Vou escrever aqui o que respondi a Fabio.
Tomei o cuidado de escrever que se tratavam de publicações. Sei muito bem, até como pesquisador, que o tempo que se leva entre o envio e a publicação de um artigo muitas vezes é muito grande. Sabia, por isso, que haveriam pesquisas entre as publicadas que teriam sido realizadas pelo grupo que deixou o IINN-ELS em julho de 2011, mas que foram realizadas ali e publicadas posteriormente.
Se houvesse dúvidas quanto a isso, elas seriam dirimidas simplesmente pela presença de Sidarta Ribeiro entre os autores.
Tratam-se, como eu enfatizei, de publicações do IINN nos últimos 18 meses.
Posso estar enganado, mas acho que Miguel Nicolelis também não disse nada diferente disso.
É por isso que acho que afirmar que Miguel mentiu é um tanto forçoso.

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