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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Estimulados por Veja, estudantes voltam a publicar fotos das provas do Enem



Pouco tempo antes do início da prova de hoje do Enem a Veja cometeu uma ação simplesmente inacreditável, reproduzida no tweet abaixo:




No primeiro dia, trinta e sete candidatos foram eliminados por publicar fotos das provas nas redes sociais.  Hoje, a Veja convidou os estudantes a continuarem a descumprir as regras - publicando novamente fotos das provas.  
Não sei ao certo se o objetivo é simplesmente melar o processo, mas o fato, criminoso, é inominável.
Para completar, o espaço reservado no site da revista para publicar as fotos solicitadas tem como título "Enem: no segundo dia de prova, estudantes voltam a compartilhar fotos feitas na sala de prova".  O texto destaca que 
O porte de celular, assim como outros aparelhos eletrônicos, é proibido dentro dos locais de prova. De acordo com o edital do Enem, eles devem ser desligados e lacrados. No sábado, o Ministério da Educação (MEC) indentificou 37 pessoas que postaram fotos da prova usando o aplicativo Instagram (confira algumas imagens). Segundo a pasta, eles foram punidos e não terão a prova corrigida.
Para evitar irregularidades nas redes sociais, o MEC diz estar monitorando de perto as informações compatilhadas na internet. Também no sábado, boatos de cancelamento espalhados no Twitter foram prontamente desmentidos pelo ministério, que pediu à Polícia Federal uma investigação sobre o caso.
 A Veja convidou os estudantes a cometerem a irregularidade para depois expor as fotos - destacando-as como irregulares, que efetivamente são.
Segundo o procurador do MP junto ao TCE do RN, Luciano Ramos, "em direito penal isto se chama flagrante preparado, certamente a ética profissional a este tipo de jornalismo".
Quantos estudantes serão punidos por publicarem as fotos das provas de hoje?  Quem terá coragem de responsabilizar a Veja por isso?


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