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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Respingos de lama na política papa-jerimum

http://blogdobarbosa.jor.br/novo/?p=68072

A notícia de que o Ministério Público Eleitoral entrou com seis pedidos de cassação contra a prefeita eleita de Mossoró Cláudia Regina, e contra o seu vice Wellington Filho (PMDB), dos quais três são por compra de votos é muito grave, até porque o MPE cita também a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), num dos processos pelo uso da máquina do governo em prol de sua candidata.

Não custa lembrar o Caixa 2 do DEM na eleição passada para governador amplamente divulgado pelo jornalista Daniel Dantas Lemos, em seu blog, De Olho no Discurso, e que até hoje não se sabe que fim levou. Neste caso, nas interceptações telefônicas realizadas pelo Ministério Público Estadual ficou claro a participação do hoje chefe de Gabinete do governo do Rio Grande do Norte, Carlos Augusto Rosado, marido da governadora.

Já disse algumas vezes, mas não custa repetir. O Brasil está mudando e a classe política precisa e deve acompanhar estas mudanças. A lei do Ficha Limpa, uma iniciativa popular aprovada pelo Congresso Nacional está aí pra isso. Não é dizer apenas que é ficha limpa. Tem que parecer ficha limpa.

A sociedade não suporta mais a sujeira política que alguns insistem em empurrar pra debaixo do tapete. Compra de voto e uso da máquina é crime e como tal o político que faz isso tem que ser punido. Se ficar mesmo provado que a eleição de Cláudia Regina foi feita sob o uso escuso da compra de voto e da máquina administrativa tanto da prefeitura de Mossoró quanto do governo estadual, é certo que ela não será diplomada. Que sirva de lição para outros pleitos que virão por aí.

O político tem que aprender que o voto do eleitor é soberano e que ninguém tem o direito de comprar. Eleição se ganha pela vontade popular. O coronelismo acabou faz tempo no Nordeste, mas parece que alguns políticos não se deram conta disso. Acham que com qualquer feirinha podem comprar o voto. Até “podem”, mas só que agora o Ministério Público Eleitoral está atento.

Infelizmente a semana passada encerrou com a classe política do Rio Grande do Norte debaixo de respingos de lama. Primeiro foi o afastamento da prefeita de Natal Micarla de Sousa (PV) do cargo pela Justiça. Micarla é acusada pelo Ministério Público Estadual de envolvimento da Operação Assepsia. Depois a informação de que o Ministério Público Eleitoral está pedindo a cassação da diplomação da prefeita eleita de Mossoró Cláudia Regina.

Como se observa, as manchetes não são nada boas para a classe política papa-jerimum. A prefeita da capital deixou o poder de forma melancólica e a futura prefeita da segunda maior cidade do estado corre o risco de não ser empossada.

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