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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Principal símbolo pró-Lugo, TV pública sofre intervenção do governo no Paraguai


No Opera Mundi


Principal símbolo da resistência ao golpe de estado que tirou Fernando Lugo do poder, a TV Pública do Paraguai enfrenta uma série de intervenções sob o governo de Federico Franco.

Pouco mais de quatro meses após o processo de destituição, o ministro de Comunicação do país, Gustavo Köhn, anunciou nesta sexta-feira (02/11) diversas medidas relacionadas ao canal estatal.

Além de mudar o nome de TV Pública para TV Nacional do Paraguai, o governo passou a negociar contratos publicitários com empresas privadas. O primeiro deles já foi fechado com uma companhia do setor de combustíveis.

“A ideia é brigar por audiência com os canais privados”, afirmou Köhn à rádio Cardinal. O ministro também disse que o principal critério para a aceitação de novos programas no canal será a possibilidade deles serem “rentáveis”.

Nas semanas seguintes ao dia 22 de junho de 2012, data da deposição de Lugo, a sede da TV Pública do Paraguai se converteu em ponto de encontro dos críticos de Franco em Assunção. Os principais atos em defesa do ex-presidente começavam ou terminavam no local.

Os programas do canal também defendiam Lugo, criador da TV Pública. Como retaliação, Franco demitiu 27 jornalistas em setembro, de acordo com a organização Repórteres Sem Fronteiras.

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