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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Prefeita eleita pode contratar consultoria e sem licitação?

Leio no blog de Anna Ruth Dantas que a prefeita eleita de Mossoró, Cláudia Regina (DEM), reuniu-se ontem com a consultoria de Vicente Falconi.  A ideia de Cláudia é que Falconi oriente os primeiros passos do governo e a reforma administrativa que pretende implantar.
A notícia me chamou a atenção por dois motivos.
Em primeiro lugar, a informação me fez lembrar de Micarla de Sousa (PV).  Micarla no início de sua gestão imaginou que poderia planejar a gestão da coisa pública como se planeja e executa a administração de uma empresa.  Para isso, contratou a Fundação Getúlio Vargas para auxiliar na reforma administrativa que Micarla implementou.
Havia um equívoco fundamental.  Era imaginar que se pode governar como se administra uma empresa privada.  Esse foi um dos elementos para o início da tragédia natalense.
Mas a outra questão que me chamou a atenção é ainda mais séria.  Como pode Cláudia Regina decidir-se pela contratação de uma consultoria - e já se reunir com ela - se sequer tomou posse?  Como esse serviço vai ser pago?  É possível a um prefeito eleito contratar uma consultoria para a gestão antes de assumir a cadeira na prefeitura?  E é possível uma contratação de uma consultoria nessas condições e sem licitação?  Quanto custará aos cofres públicos esse contrato fechado antes de iniciar a gestão e decidido sem licitação?
De repente, alguém poderia dizer que houve licitação.  Mas prefeita eleita pode conduzir licitação?

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