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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Para que recapear a BR 304?

Pela segunda vez em uma semana viajei pela BR 304.  Pela segunda vez me chamou a atenção a obra de recapeamento da estrada que está tendo lugar no lado cearense da fronteira.
Desde que estou morando em Fortaleza sou um viajante constante nesse trajeto.  E só tenho elogios, ainda que em alguns pontos da BR 304 hajam buracos esparsos.
Não consigo entender o porquê dessa obra de tal envergadura e amplitude.  Só consigo achar que há alguém ganhando direito.

Perceba na foto que, à esquerda, o asfalto é do novo recapeamento. À direita, o asfalto antigo ainda em bom estado.
Não consegui pesquisar nem na imprensa nem no Portal da Transparência informações sobre a obra.  Na imprensa apenas notícias sobre recapeamento da rodovia autorizado há três anos.

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