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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Orai pela paz...

6 Orai pela paz de Jerusalém; prosperem aqueles que te amam.
7 Haja paz dentro de teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios.
(Salmo 122.6) 
Um Salmo muito usado para justificar a defesa intransigente do estado de Israel.
Posso lê-lo de forma diferente.
Aqueles que promovem uma ação como o atual ataque à Gaza, que expõem Jerusalém à guerra e à insegurança, não a amam e não haverão de prosperar.
Orar pela paz de Jerusalém. Desejar a paz em suas fronteiras. Tudo isso passa por remover o sionismo como política do estado.
Por uma paz real e duradoura.
Pelo estado Palestino.

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