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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Assepsia: Micarla, no Marista, diz ter estudado com Onofre, no Neves

Manoel Onofre Neto, procurador-geral de justiça, tem 38 anos de idade. A prefeita afastada Micarla de Sousa tem 42 anos. Em entrevista ao Jornal de Hoje, Micarla diz que Onofre foi seu "colega de Marista". "Sempre tivemos uma relação muito boa", diz ela.
Onofre é quatro anos mais novo que Micarla.  Só por isso seria difícil acreditar que tivessem sido colegas de escola.
Mas existe algo pior.  Onofre não estudou no Marista, mas foi aluno do Colégio das Neves - e, depois, da ETFERN.
Micarla anda perdida.

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