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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Assepsia: Bruno Macedo intercede por sobrinha de Oswaldo Cruz

Em 30 de junho publiquei este post em que analiso a participação de Bruno Macedo nos esquemas investigados pela Operação Assepsia.  Entre outras coisas, publiquei trecho da petição do MP em que Bruno conversa com um secretário da gestão municipal sobre uma sobrinha do desembargador Oswaldo Cruz.  Dinarte Assunção publicou o áudio dessa conversa.  Nela, apesar de o jornalista preferir não identificar, fica evidente que a conversa de Bruno foi com o secretário de educação - Walter Fonseca.


O áudio que disponibilizo abaixo foi captado pelo MP no âmbito da Operação Assepsia e trata de uma conversa entre o então procurador-geral do Município, Bruno Macedo, e outro auxiliar do primeiro escalão cuja voz não consegui identificar.

Na conversa, Bruno pede espaços na administração para a sobrinha de um magistrado.

"É nosso amigo desembargador Osvaldo que pediu pra eu dar uma ajuda" [sic], diz Macedo. "Sobrinha do desembargador", prossegue.

De ilegal não há nada do diálogo, mas é pertinente questionar se há moralidade na troca de favores, sobretudo porque quem os pediu foi um desembargador, que, não custa, lembrar, está afastado por suspeita de se locupletar do desvio do setor de precatórios.

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