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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Operação Assepsia: Bruno Macedo intercede por sobrinha de Oswaldo Cruz

Em 30 de junho publiquei este post em que analiso a participação de Bruno Macedo nos esquemas investigados pela Operação Assepsia.  Entre outras coisas, publiquei trecho da petição do MP em que Bruno conversa com um secretário da gestão municipal sobre uma sobrinha do desembargador Oswaldo Cruz.  Dinarte Assunção publicou o áudio dessa conversa.  Nela, apesar de o jornalista preferir não identificar, fica evidente que a conversa de Bruno foi com o secretário de educação - Walter Fonseca.


O áudio que disponibilizo abaixo foi captado pelo MP no âmbito da Operação Assepsia e trata de uma conversa entre o então procurador-geral do Município, Bruno Macedo, e outro auxiliar do primeiro escalão cuja voz não consegui identificar.

Na conversa, Bruno pede espaços na administração para a sobrinha de um magistrado.

"É nosso amigo desembargador Osvaldo que pediu pra eu dar uma ajuda" [sic], diz Macedo. "Sobrinha do desembargador", prossegue.

De ilegal não há nada do diálogo, mas é pertinente questionar se há moralidade na troca de favores, sobretudo porque quem os pediu foi um desembargador, que, não custa, lembrar, está afastado por suspeita de se locupletar do desvio do setor de precatórios.

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