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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Assepsia: Assis havia negado que cuidasse da vida financeira de Micarla

Há muitos anos Francisco de Assis Viana é o responsável pela vida financeira de Micarla de Sousa.
Isso ficou evidenciado agora na investigação da Operação Assepsia.
Em 31 de julho passado, publiquei um post sobre o depoimento de Assis ao Ministério Público, no dia da sua prisão, na deflagração da Operação Assepsia.  Destaquei ali que o MP havia flagrado pelo menos um depósito de dinheiro feito desde a conta de Assis para a conta de Micarla - no valor de R$ 1 mil.  Explicou que a gerente do Banco do Brasil havia ligado para informar que a conta da prefeita afastada estava no vermelho.
Assis respondera que não possuía qualquer procuração em nome de qualquer membro da família de Micarla, nem das empresas.  No entanto, a investigação demonstra que é com ele que bancos e credores conversam sobre o dinheiro dela.  Ele tem total controle de suas finanças.  Tal fato é destacado na petição apresentada pelo Procurador Geral de Justiça.

É relevante frisar que FRANCISCO DE ASSIS ROCHA VIANA, quando do seu interrogatório no Procedimento de Investigação Criminal no 06/11, da 60a PJ (termo em anexo), afirmou peremptoriamente que não cuidava das finanças de qualquer pessoa da família da prefeita MICARLA DE SOUZA. Confira-se:
“que não possui mais nenhum vínculo empregatício com a RÁDIO CULTURA DE MACAÍBA desde que assumiu o cargo de Diretor Administrativo e Financeiro da URBANA; que desde essa data, se afastou da TV PONTA NEGRA, embora mantendo o vínculo empregatício sem remuneração com a emissora; que não possui procurações para movimentar contas bancárias ou realizar quaisquer operações financeiras das pessoas físicas ou jurídicas de MIGUEL WEBER, RÁDIO CULTURA DE MACAÍBA, MIRIAM DE SOUZA, TV PONTA NEGRA, ROSY DE SOUZA ou de qualquer outra pessoa da família Souza;
Como se vê, ASSIS quis ocultar em seu interrogatório o fato de ele ser a pessoa que não só movimenta, mas também supre financeiramente as contas bancárias dos investigados MICARLA DE SOUZA e MIGUEL WEBER.
Entretanto, infirmando o depoimento prestado por ASSIS, os diálogos captados na interceptação telefônica revelam que este e ANTÔNIO LUNA eram os responsáveis pelo pagamento de despesas pessoais de MICARLA DE SOUZA, tais como compras de supermercado, aquisição de joias e até serviços de fotógrafo

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