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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Onofre candidato ao governo?

"Essa hipótese não existe. Se esse boato estiver rolando, é queimação", diz o ex-procurador-geral de justiça, Fernando Vasconcelos.
A fala de Fernando responde a meu questionamento sobre por qual partido o atual PGJ, Manoel Onofre Neto, seria candidato ao governo em 2014.
A ideia surgiu em texto publicado pelo jornalista Alex Medeiros. "Ele é o cara", é o título do texto. "A conversa sobre Onofre enfraquece o MP-RN porque vende a ideia de que a atuação da instituição tem um viés político. Tem o dedo de Robinson Farias", opina um outro membro do parquet em privado.
O texto dá a entender que a ação do PGJ é desconectada da atuação de todo o Ministério Público - quando, de verdade, por exemplo no que se refere à Operação Assepsia, o trabalho do Procurador-Geral foi concluir a investigação iniciada pelos promotores do Patrimônio Público.  
Mais sério, no entanto, é insinuar intenções político-eleitorais na atuação do MP-RN.  Transformaria toda a pressão e investigações contra corrupção em órgãos públicos em estratégia de fortalecimento político da figura individual de Onofre.  Reforçaria, por sua vez, os discursos críticos contra o MP, relativizando as provas e evidências levantadas pelo órgão como sendo fruto de simples perseguição política.  O objetivo do MP deixaria de ser a justiça e a moralidade pública e sim a simples política partidária.  Desse modo, quem tiver rabo preso em corrupções diversas teria um discurso a priori de defesa: tudo não passa de estratégia eleitoral de um PGJ que quer ser governador.
Assim, é bom lembrar, que não apenas em torno do governo de Micarla circulam investigações de corrupção.  O antigo diretor-geral do Detran, já na gestão Rosalba, Érico Ferreira, é réu na Operação Sinal Fechado.  Na mesma operação outros agentes do governo estadual e do DEM foram envolvidos - ou a gente já esqueceu do milhão de José Agripino?  Mesmo no âmbito da Operação Assepsia, há indícios de improbidade contra a governadora cada vez mais nítidos no caso do Hospital da Mulher em Mossoró.  E investigar improbidade da governadora é tarefa do MP-RN.
Enfim, parece que são vários os desserviços de se apresentar o Procurador-Geral de Justiça como candidato ao governo do estado em 2014.  Um dos mais sérios é construção de um discurso e posicionamento de defesa prévia em favor de todos os políticos sobre quem pode recair a lupa do MP e de Onofre.

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