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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

O que quer Odair? Gurgel e Policarpo são santos

Por Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada

O relator da CPMI, Odair Cunha, PT-MG, vai tirar o brindeiro Gurgel e o paladino da Liberdade de Expressão, Policarpo Júnior, do relatório final.

Não espanta o ansioso blogueiro.

Odair entregou o relatório final de bandeja ao jornal nacional e isso não se faz impunemente.

Já ali, o Conversa Afiada observou que encaminhar o brindeiro Gurgel ao Conselho do Ministério Público é levar o beija-flor à flor.

Como demonstrou o Maurício Dias, o brindeiro Gurgel deu um jeito de transformar o dito Conselho numa extensão de sua sala de estar.

Indiciar o Policarpo e deixar a Globo de fora era outra peripécia esperta do relator.

A Época em Brasília se melou na Cachoeira como a Veja, esse detrito sólido de maré baixa.

Numa frequência menor.

Com a mesma intensidade, porém.

Logo, a “dosimetria”, como gosta de dizer o Ataulfo, deveria ser a mesma …

Resumo da ópera, amigo navegante: salvou-se dessa CPI o senador Fernando Collor, que acaba de fazer pronunciamento do púlpito do Senado para pedir o indiciamento dos acima citados e, mais, do Robert(o) Civita que tinha o domínio dos fatos.

Collor também propõe uma mudança constitucional para impedir que brindeiros se blindem.

O que quer o Odair ?

O que querem o Tatto, o Paulo Teixeira e o Chinaglia, do PT-SP, que o inspiram e apóiam ?

Eles devem ter o olho grande.

O Palocci também tinha.

Bajulou a Globo e sumiu na poeira do oblívio…

Como dizia o Brizola (ou terá sido o Darcy ?): esse PT é do tipo que a UDN gosta.

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