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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Na Ativa, havia cerca de 50 digitadores "fantasmas"

Na ação do Ministério Público que pediu a intervenção na Ativa há dois depoimentos elucidadores das práticas que os próprios promotores chamaram de repugnantes.
Um dos depoimentos é de Sandro Sérgio Trigueiro da Costa. Segundo Sandro, apenas depois da solicitação das folhas de freqüência pelo Ministério Público é que os funcionários começaram a ser convidados para assinarem seus pontos retroativamente desde 2009.
“Nem todos estão comparecendo, pois estas pessoas não são funcionários de fato, somente de direito (não comparecendo ao trabalho)", afirma o depoente.
Há um esquema escancarado de funcionários fantasmas para desvio de recursos em favor dos gestores. Para isso, aos funcionários era solicitado que indicassem nomes de amigos para que fossem contratados sem, no entanto, precisarem trabalhar. Parte dos salários era entregue à administração. A proposta foi feita por Ada Barreto, cunhada de Rose de Sousa e que era a superintendente da Ativa até recentemente.
Segundo Sérgio, dentre cerca de cinqüenta pessoas contratadas como digitadoras na Ativa, apenas uma costumava trabalhar. Além disso, até o filho de Ada Barreto era um dos fantasmas contratados nessa função.
Sérgio também esclarece o papel das lideranças comunitárias ligadas à Micarla de Sousa na ONG. "Na folha de pagamento existem várias pessoas contratadas, na função de Coordenador de Projetos, que são Lideranças Comunitárias e que de fato não prestam expediente na instituição", diz.

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