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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Micarla de Sousa: Boi de piranha

Boi de piranha é aquele boi que, na travessia de um rio com piranhas, o vaqueiro sacrifica para que os demais possam passar em segurança. O boi de piranha é jogado ao rio e, enquanto as piranhas o devoram, os vaqueiros fazem o resto do gado seguir a travessia.
Por isso, boi de piranha virou sinônimo de quem é sacrificado para preservar seus chefes.
Micarla de Sousa, prefeita afastada de Natal, parece se vestir do papel de boi de piranha. Micarla está na política há oito anos. As pessoas em volta dela, que hoje são poupados pela lupa e lente da imprensa, lideram esquemas corruptos há décadas sem fim.
Talvez seja esse o caso de Henrique Alves. Em uma das conversas de Cláudio Varela flagradas pela investigação da Operação Assepsia, ele diz que Henrique toma extremos cuidados. Por isso são 44 anos na Câmara sem responder sequer um processo. E agora será presidente da Casa. Mas Henrique também tem seus rabos de palha.
Há uma chance de fazermos um enfrentamento real da corrupção no estado. O conjunto das operações recentes do MP desmonta vários núcleos corruptores e corruptos que vicejam há décadas aqui. Diante deles, Micarla de Sousa é café pequeno. Na verdade, termina sendo puro boi de piranha.
A Operação Assepsia demonstra com clareza a participação de Henrique Alves no esquema, por exemplo. Mas Henrique fatalmente será presidente da Câmara dos Deputados porque nenhum veículo de imprensa nacional, mesmo os mais progressistas, ou os blogs se interessaram em contar a história das Organizações Sociais.
Nenhum se interessou em perceber e publicar as linhas da denúncia contra o ITCI que relacionam Cláudio Varela e mostram o encontro de Henrique Alves com Tufi Meres, líder da Associação Marca. Varela esclarece que Henrique era muito cuidadoso porque iria ser presidente da Câmara. Parece que vai mesmo

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