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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Mãe do jornalista Rogério Cadengue espera atendimento nos corredores do Walfredo

Severina Bastos Cadengue, conhecida como Cicy, tem 91 anos.
Mãe do saudoso jornalista Rogério Cadengue, avó de Ana Paulo e bisavó de João.
Dona Severina sofreu uma queda em casa ontem, resultando em uma fratura no ombro e em traumatismo craniano.
Cicy é mais uma das pessoas amontoadas pelos corredores do Walfredo Gurgel a espera de um atendimento digno.
Sua família pede ajuda.
Mas como esperar ajuda de um governo cuja líder pediu a prisão do pai de seu bisneto?

P.S.: 24 horas depois, dona Cicy está entubada no Politrauma do Walfredo.  Absurdo.

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