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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Líder do Hamas trabalhava em acordo de paz antes de ser morto, diz ativista israelense

Senhores da guerra não gostam de crianças...
Eles não querem nenhuma paz.


Do Opera Mundi

Momentos antes de ser morto por um ataque aéreo, o líder militar do Hamas na Faixa da Gaza, Ahmed Jabari trabalhava com aliados em um projeto de acordo de paz permanente entre Israel e Palestina. É o que revelou ao jornal Haaretz o ativista isralense Gershon Baskin, que ajudou a negociar a libertação do soldado Gilad Shalit e que, desde então, mantém contato com a cúpula do Hamas.

Segundo Baskin, o Hamas estava efetivamente formulando um documento que garantia que, mesmo em meio ao aumento das tensões com Israel, militantes da Faixa de Gaza preservassem a ordem de cessar-fogo. O ativista revelou ao Haaretz que autoridades israelenses estavam cientes da formulação deste acordo, mas que, ainda assim, preferiram autorizar o ataque.

A seu ver, “eles [os militares] cometeram um erro estratégico”, um erro que "custará a vida de diversos inocentes de ambos os lados”. "Esse sangue poderia ter sido poupado. Aqueles que tomaram essa decisão deveriam ser julgados por seus eleitores. Infelizmente, é bem provável que recebam ainda mais votos por conta disso”, acrescenta.

Baskin descreve Jabari como “o todo-poderoso” no comando do Hamas. Durante as negociações pela libertação do soldado Shalit, por dias o ativista se comunicou com Jabari. Ele alega que, ao longo dos últimos dois anos, o líder militar estava gradativamente concluindo que a perpetuação de hostilidades não beneficiava nem o Hamas e nem a Faixa de Gaza como um todo. “Em diversos momentos ele tentou evitar o disparo de mísseis do Hamas para Israel. E mesmo quando eram disparados, a ordem era sempre para mirarem em espaços abertos”, conta.


Há alguns meses, Baskin se reuniu com o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, e apresentou o projeto inicial de trégua permanente. À partir desse encontro, foi criada uma comissão interministerial para avaliar quais deveriam ser os termos do acordo.


Desde o assassinato, Baskin está em contato com o Egito, mas perdeu comunicação com a Palestina. O governo do Cairo o informou de que antes de tomar qualquer decisão será necessário deixar os ânimos se acalmarem. “Estou bem triste. Estou vendo pessoas serem mortas e isso me deixa muito entristecido. Eu digo a mim mesmo que a cada pessoa que matamos estamos construindo uma nova geração de ódio e terrorismo”.

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