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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Leitor levanta suspeita quanto a autenticidade de documento sobre Rubens Paiva

Um comentário deixado no blog chamou a atenção para o documento encontrado nas coisas do militar morto em Porto Alegre (RS) e que está sendo considerado como a primeira evidência da prisão e morte do deputado Rubens Paiva.
Veja a imagem do documento:

O documento traz a data de 20 de janeiro de 1971.  E registra, entre outras coisas, entre os documentos apreendidos com o deputado "Dois cartões de Piloto Privado".
O que disse o comentarista anônimo? 
Será que deveria ser tão fácil alguém mostrar sem comprovação de perícia idônea um papel datilografado que teria 40 anos? Em 1971 ainda havia acento diferencial: escrevia-se pilôto e valôres
De fato, a reforma ortográfica que removeu do português escrito no Brasil os acentos diferenciais data de 18 de dezembro de 1971, a partir de um comunicado de abril daquele ano emitido pela Academia Brasileira de Letras e pela Academia de Ciências de Lisboa a partir da Convenção Ortográfica de 1943.
Será esse fato o suficiente para lançar suspeita sobre a autenticidade do documento?

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