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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Jornalista é assassinado na porta de casa em Campo Grande

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,jornalista-e-morto-a-tiros-em-campo-grande,963592,0.htm

O proprietário do jornal eletrônico UHNews, Eduardo Carvalho, de 52 anos, foi morto no final da noite dessa quarta-feira, 21, com cinco tiros, em Campo Grande (MS). O jornalista e a mulher chegavam em casa, quando foram surpreendidos por dois homens, ainda não identificados, em uma motocicleta. O carona da moto fez o disparos e a dupla fugiu.

"Eu cheguei a tentar disparar contra eles, mas a arma do meu marido estava travada", relatou a esposa, que pediu para não ter o nome revelado. Carvalhinho, como era conhecido, morreu na hora. De acordo com a mulher do jornalista, minutos depois do assassinato os atiradores voltaram ao local para pegar o carregador da arma que havia caído.

Segundo o delegado que atendeu o caso, Divino Furtado de Mendonça, as características do crime indicam que se trata de uma execução. "A vítima mantinha uma linha editorial do jornal com revelações e denúncias na área política e policial. São pontos de partidas para as investigações policiais", afirmou.

É o terceiro jornalista executado este ano. Foram assinados a tiros o jornalista Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, no dia 12 de fevereiro, e Luiz Henrique Georges, diretor de redação e proprietário do Jornal da Praça, no dia 4 de outubro. Ambos foram assassinados na Avenida Brasil, que separa Ponta Porã (MS) de Pedro Juan Caballero (Paraguai). Os autores também não foram identificados.

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