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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#HomofobiaNao: Jornalista militante de direitos homossexuais espancado até a morte em PE

No NE10

A homofobia pode ter motivado o assassinato do jornalista goiano Lucas Cardoso Fortuna, 28 anos, encontrado morto nesse domingo (18), na praia de Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho, Litoral Sul pernambucano. É o que acreditam colegas do jovem, que era militante dos direitos homossexuais.

O corpo do jornalista foi encontrado trajando apenas cueca, ensanguentado e com marcas de espancamento. "Pela maneira como o corpo estava, com a figura do rosto comprometida pelas marcas de espancamento, e com o celular e a carteira, nos levam a essa suspeita. Lucas é conhecido nacionalmente e várias pessoas com quem falei por telefone no País acreditam que o crime foi de homofobia", afirmou o amigo do jovem e também militante, Luciano Freitas.

Lucas era fundador do grupo Colcha de Retalhos, que luta pela causa LGBT na Universidade Federal de Goiás e já esteve no Recife para participar de um encontro sobre diversidade sexual na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 2004. Desta vez, veio a serviço da Federação Goiana de Voleibol, para ser árbitro de um campeonato. O jornalista planejava estender a viagem por mais alguns dias para aproveitar a capital pernambucana.

O corpo do jornalista está no Instituto de Medicina Legal (IML) em Santo Amaro, área central do Recife, e deve ser liberado ainda nesta segunda-feira (19), pelo pai dele, que chegou à capital pernambucana no domingo. O sepultamento do jovem será feito em Goiás.

As investigações iniciais estão sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). No entanto, até o início da manhã desta segunda, nenhum delegado havia sido designado para cuidar do caso.

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