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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

E o futuro o que trará para as crianças de Gaza?

Como O Globo dá o título "Quarto dia de confrontos entre Hamas e Israel" às fotos de Gaza ao mesmo tempo em que legenda uma foto com a informação de que morreram 39 palestinos e apenas três israelenses?
Até minha avó seria capaz de entender que um "confronto" tão desproporcional não é um confronto: é um massacre.
Imaginem o extermínio que Israel planeja com uma ofensiva por terra em um território onde pretende cortar acesso a linhas telefônicas e Internet?  População civil sem nenhuma defesa.
Israel quer posar, ainda, como vítima do holocausto e povo de Deus?
Sinto muito: não foi Israel que foi massacrado por Hitler ao lado de ciganos, gays e outros.  Foram os judeus.  Israel, as vezes me parece agir pior do que Hitler.
Enquanto isso, no Irã os judeus exercem sua liberdade religiosa, com marcos históricos de seu povo e com representante inclusive no Parlamento.
O mundo não é preto e branco como a indústria belico-informativa dos Estados Unidos-Israel querem vender.
Mas não se pode comprar a ideia de que Israel é vítima de um cerco hostil.
Crueldade sem tamanho contra a população de Gaza.
Israel não quer paz. Quer morte.
Por isso matou um dos palestinos que negociava um acordo duradouro entre Hamas e Israel.
Impossível não lembrar de Teerã, do disco Selvagem? dos Paralamas:


(trecho com imagens de Gaza em 2009.  Para ouvir a canção inteira, clique aqui)

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