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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Dona Cicy não resistiu: ponha na conta de Rosalba

Faleceu por volta das 14 horas desta quinta-feira, aos 91 anos de idade, Severina Bastos Cadengue.
Severina era mãe do saudoso jornalista e professor da UFRN, Rogério Cadengue.
Dona Cicy, como era conhecida, sofreu uma queda em casa na quarta-feira e teve traumatismo craniano   e fratura no ombro.
Mesmo com a situação grave e o estado sendo ainda mais delicado devido à idade da vítima, Severina levou cerca de 24 horas agonizando nos corredores do Walfredo Gurgel, antes de ser atendida no Politrauma.  Era 10 horas quando a família informou que ela estava entubada e atendida no hospital.
Cerca de quatro horas depois, faleceu.
Pode pôr na conta da governadora Rosalba Ciarlini, médica.
No mesmo dia em que dona Cicy sofria a desassistência que a levava à morte no maior hospital público do estado, divulgávamos os números do relatório de auditoria do contrato entre governo do estado e a Marca - no qual, foram pagos R$ 18 milhões nos poucos meses em que a Marca operou o Hospital da Mulher.  A auditoria mostrou que mais de R$ 1 milhão foram pagos irregularmente no Hospital.  Dinheiro público.
Que falta num investimento geral da saúde - para salvar vidas como a de dona Severina.
A família ainda aguarda liberção do corpo pelo ITEP e não tem informações sobre velório e sepultamento.
Meus sentimentos sinceros à família Cadengue.

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