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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Discussão sobre governo Carlos Eduardo esquenta clima no PT

Natal precisa que Carlos Eduardo faça a melhor gestão possível para recuperar a cidade depois do desastre da dupla Micarla/Paulinho.
Evidentemente, a participação do PT poderia contribuir de forma decisiva no processo.
No entanto, acho um equivoco sem tamanho.
O PT conquistou um resultado eleitoral para além de suas hostes nas últimas eleições porque, entre outras coisas, Mineiro surgiu como o discurso do novo.
Na discussão do apoio a Carlos Eduardo no segundo turno, Mineiro já foi bombardeado por essa parcela de seu eleitorado. Mas ele e o partido preservaram a coerência com o discurso adotado na eleição - e ganharam força.
A discussão que ora domina o PT olha para além da cidade e vê 2014. Assim, uma parte do partido discute a revogação da resolução que proíbe petistas de participar do governo.
Acho que será um tiro no pé. Um tiro contra a credibilidade conquistada pelo partido.
Disse isso há pouco no Twitter:
"Vou dizer uma coisa. Acho que Natal precisa que Carlos Eduardo seja um bom prefeito e o PT pode contribuir com isso. Mas será um erro e um problema se o PT revogar sua resolução e vier a participar do governo. Acho um tiro na credibilidade alcançada pelo PT".
Após postar isso, o presidente do Diretório Municipal do PT, Carlos Araújo, me falou que concordava com o que eu dissera: "para registrar concordo com você camarada, sua opinião expressa em relação ao PT".
De resto, o clima dentro do partido não parece ser dos melhores em torno dessa questão. Independente da decisão, o caso deve deixar sequelas.

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