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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Autores da investigação, jornalistas da Record reclamam de prêmio dado à Folha

Um grupo de jornalistas da Rede Record de Televisão enviou uma carta de protesto à organização do Prêmio Esso de Jornalismo, o principal da categoria no Brasil, na qual questionaram a indicação da Folha de S. Paulo como finalista do concurso deste ano. Eles alegam que o trabalho inscrito pelo jornal é resultado de uma apuração feita por eles sobre os negócios escusos do ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

A série de reportagens da Folha de S. Paulo intitulada "O jogo suspeito e a queda de Ricardo Teixeira" recebeu o Grande Prêmio Esso de Jornalismo de 2012 e o Centro Knight para o Jornalismo nas Américas publicou uma entrevista com os autores premiados sobre os bastidores do trabalho de apuração.

Jornalistas da Rede Record enviaram um e-mail para o Centro Knight, reagindo ao post, para que ficasse registrado também o protesto que tinham enviado à organização do prêmio no dia 17 de outubro, assinado pelos repórteres Luiz Carlos Azenha, Amaury Ribeiro Jr, Antonio Chastinet e Leandro Cipoloni.

Os cinco jornalistas da Record se dizem indignados com o "fato de a organização [do Esso] ter ignorado a origem do material – o duro trabalho investigativo dos repórteres da TV Record". Alegam ainda que, "após a veiculação de nossas reportagens, entregamos a colegas da 'Folha' e de outros veículos os documentos obtidos ao longo da investigação".

As reportagens da Record sobre as denúncias contra Teixeira disputaram a premiação na categoria Telejornalismo, diferente da disputada pela Folha, mas não entraram na lista de finalistas. Segundo o regulamento do Esso, a avaliação dos trabalhos inscritos não compete aos organizadores do concurso e são submetidos à apreciação das comissões de julgamento em duas etapas, uma de seleção de finalistas e outra, de vencedores.

Procurada, a equipe premiada da Folha de S. Paulo não quis se pronunciar.

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