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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Verlano Medeiros tem suspeição alegada por advogar para Edivan Martins

Os vereadores Raniere Barbosa (PRB) e George Câmara (PCdoB) protocolaram junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no início da tarde deste sábado (27), um pedido de suspeição sobre a atuação do juiz eleitoral Verlano de Queiroz Medeiros no processo que pode atingir os mandatos que ambos conquistaram na eleição deste ano. A alegação é de que Verlano Medeiros, relator desse processo no TRE, advoga para o vereador Edivan Martins (PV), beneficiário da ação contra as reeleições de Raniere e George Câmara.

Ainda de acordo com essa linha de argumentação, o fato de defender Edivan Martins na ação penal da Operação Impacto deveria levar o juiz Verlano Medeiros a tomar a iniciativa de não atuar no processo em que o atual presidente da Câmara Municipal de Natal é parte diretamente interessada.

O juiz não tomou essa iniciativa, mesmo sendo relator do processo que apura a participação do PTdoB na eleição de outubro passado. O caso provocou uma reviravolta no resultado do pleito para a Câmara Municipal e beneficiou diretamente a Edivan Martins, permitindo que ele prossiga no Legislativo natalense, a despeito de não ter conseguido sua reeleição nas urnas.

Raniere e George estão recorrendo da decisão do juiz da 1ª Zona Eleitoral, Ibanez Monteiro, que anulou toda a votação da coligação União por Natal 2. Eles alegam que o PTdoB fora excluído da coligação antes da eleição e que os votos daquela legenda sequer foram contabilizados para o bloco partidário pelo qual eles se elegeram. "Pela resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deveriam ter sido anulados apenas os registros do partido comunicante, no caso do PTdoB, e não de todos os partidos da coligação União por Natal 2", explica o advogado Gleydson Oliveira, representante dos vereadores do PRB e do PCdoB na ação.

A tese de que a participação do juiz Verlano Medeiros no processo do PTdoB está comprometida ganhou mais força com o desdobramento da ação. Momentos depois de ter arguida sua suspeição, com o pedido protocolado às 12h50 deste sábado, Medeiros decidiu indeferir os argumentos apresentados pelos vereadores do PRB e do PCdoB para que a sentença de Ibanez Monteiro fosse revista.

O pedido de suspeição de Verlano Medeiros será julgado pelo pleno do TRE, em data a ser definida.

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