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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Universidade falhou na questão de estudante internado

Após uma ampla reunião realizada nesta manhã entre representantes de estudantes, professores e a reitora Angela Paiva, uma comissão foi designada para avaliar a situação e o contexto que envolveu os últimos episódios relacionados ao estudante Tiago Souto.
O que pudemos apurar é que Tiago era membro ativo da #RevoltadoBusao e alguns acreditam que ele vinha sendo monitorado como líder pela inteligência da polícia desde então.  Isso explicaria o fato de ter sido preso pela PM no Parque das Dunas.
Outra coisa que se sabe é que a UFRN argumentou que cancelou a viagem prevista para o estudante, que participaria de um congresso internacional, a pedido da família.  Mas, em vez de ser informado adequadamente, Tiago apenas ficou sabendo do cancelamento da viagem ao chegar ao aeroporto. A UFRN não teria cumprido a parte dela no combinado
O certo é que o grupo de estudantes, professores e militantes sociais está tentando esclarecer as circunstâncias em torno de uma história com muitos agentes e versões, além de garantir que a sindicância iniciada no episódio do fim de setembro no setor 2 da UFRN chegue a uma conclusão.

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