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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Um esclarecimento sobre escolhas: somente pode ser @carloseduardo12

Meu voto em 28 de outubro será de Carlos Eduardo.  Ele foi um bom gestor, fez Natal avançar e representa a melhor alternativa para o segundo turno.  Não deixo de reprovar o fato de Wilma, ré na Operação Sinal Fechado, ser sua vice.  Mas o outro lado é pior.  Representa a continuidade da gestão Micarla de Sousa e o avanço das forças conservadoras do RN.  Mais: uma vitória de Hermano, junto com a vitória de Cláudia Regina em Mossoró, poderia representar uma sobrevida à governadora Rosalba Ciarlini. Votar em Hermano seria votar em Rosalba e Micarla, lembre disso.
Dito isso, deixo claro que minha opinião sobre o posicionamento do PT nada tem a ver com o voto, mas sim com a discussão sobre a construção de uma alternativa viável da esquerda no RN para Natal.  Acredito mesmo que o voto de Mineiro e dos petistas vai estar concentrado em Carlos Eduardo.  Carlos precisa, mais que isso, de um eventual apoio do PT em um governo - e essa a discussão delicada que o partido tratará por si só.
Mas quando se trata de derrotar as forças conservadoras do RN figuradas em Hermano Morais não pode haver dúvida nem receio por parte de nenhuma força de esquerda.  Os servidores e a população sabem o que representaria uma continuidade do governo Micarla e suas terceirizações da saúde: lembre que o modelo das OS, desvendados na Operação Assepsia, é uma concepção do jeito pemedebista de fazer política pública de saúde.
Dito isso, quero deixar claro que acho que a grande questão referente à escolha de Mineiro e do PT tem a ver com a participação no governo e não com o voto.  A responsabilidade que temos com Natal, que merece respeito, é que o voto de todos migre para Carlos Eduardo. Dos dois postulantes, o único capaz de fazer de Natal uma cidade diferente.
Quando falei, falei de apoio. Isso não ficou claro.  É usar militância, fazer campanha de rua.  É de esperar, no entanto, que o PT vote em Carlos Eduardo.  Que seus dirigentes, militantes, políticos, candidatos anunciem seu voto do pedetista. Nada seria mais claro e evidente.
A questão de participar ou não do governo diz respeito à construção de uma nova força de esquerda - ou a ressurreição dessa força na cidade.  E cabe unicamente ao PT.  Que será importante, com seus dois vereadores, para Carlos Eduardo enquanto prefeito.
Mas, como bem lembrou uma leitora, antes de 2016 existe 2014 e sua eleição para o governo e para o senado: derrotar Rosalba, eleger Fátima ao Senado, Mineiro como federal, ter uma bancada de esquerda na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa.  A eleição de hoje, lembrou a leitora, precisa ser pensada, também, de olho em 2014.  Por isso, completa, é evidente que o voto do PT deve ir para Carlos Eduardo.

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