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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Tucano combina com pastor ficar fora de ataques a "kit gay"

A campanha do PSDB na disputa pela Prefeitura de São Paulo acertou com o pastor Silas Malafaia que vai desvincular o candidato José Serra dos ataques feitos pelo líder religioso a Fernando Haddad (PT). Malafaia foi consultado anteontem pela equipe tucana e deu aval para que Serra descole sua imagem das críticas feitas pelo pastor a políticas do petista como o "kit gay", material didático de combate à homofobia idealizado - mas não distribuído - na gestão de Haddad no Ministério da Educação.

O pastor fechou apoio a Serra ainda no 1.º turno. Ontem, um dia após o acordo com a equipe tucana, Malafaia publicou em sua página na internet vídeo em que tenta se descolar do PSDB, alega ter declarado apoio "como cidadão" e diz que votou em Luiz Inácio Lula da Silva para presidente. Mas volta a atacar o chamado "kit gay" e elogia Serra.

Na negociação, a equipe tucana não impôs restrições às críticas feitas pelo pastor ao "kit gay", mas orientou o candidato a mudar seu discurso. Avisado sobre o acordo na quarta-feira, pouco antes de uma entrevista, Serra passou a dizer que os comentários de Malafaia não fazem parte da pauta de sua campanha.

"Não preciso aparecer em TRE de candidato. As pessoas estão cientes (do apoio)", disse Malafaia ao Estado, embora negue qualquer acordo com Serra.

Ao se descolar do líder evangélico, os tucanos querem evitar que a exploração do "kit gay" na campanha seja mal recebida por eleitores mais progressistas.

No vídeo, o pastor chama o material de "lixo moral para ensinar homossexualismo", diz que Haddad "não teve competência para coordenar o Enem" - exame que teve problemas na gestão petista - e o associa ao mensalão.

Malafaia diz que Haddad falou "asneira" ao acusar Serra de "instrumentalizar" pastores contra ele. "Não sou massa de manobra nem moleque comprado para defender alguém", disse.

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