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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Pendências: Ivan teria comprado votos e pago com cheque dos royalties




No município de Pendências, de 12 mil habitantes na região do Vale do Açu, a certeza da impunidade é tamanha que votos foram comprados na eleição passada à luz do dia com a permissão de policiais militares e incrivelmente foram pagos em cheque da conta dos royalties.
O relato da compra de votos está escrito em Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), ingressada na Justiça Eleitoral de Pendências pela advogada Hyndaradaya Moura Santos Farias Almeida e o advogado Marcos Antônio Rodrigues de Santana, no dia 20 de outubro.
Veja AQUI.
No caso os votos foram comprados para reeleger o atual prefeito, Ivan Padilha de Sousa prefeito e eleger vice-prefeita Lays Helena Cabral de Queiroz, que comandaram a coligação formada pelos partidos PRB, PDT, PMDB, PSC, DEM, PV e PSD.
A advogada Hyndaradaya Farias disse não ter dúvidas de que o poder econômico, em especial devido aos milhões dos royalties, foi o vetor principal da derrota de Gustavo Adolpho de Souza Queiroz e José Maurício, da coligação compostas por: PMN, PT, PSDC, PSDB, PPS e PC do B.
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Entre muitos casos de compra de votos, Hyndaradaya Farias destacou Jane Cleide dos Santos Rosa, que vendeu o voto dela e do marido que está preso por mil reais para ser pago em 10 parcelas de R$ 100,00. O prefeito também contrataria um advogado para soltar o marido dela.
O cheque (foto) datado de 23 de agosto de 2012 está anexado ao processo. “Eu pedi para que a Justiça Eleitoral solicite todos os cheques emitidos da conta dos royalties e o destino de cada um”, destaca a advogada, que acredita na cassação do prefeito reeleito.
Em vídeo, Hyndaradaya relata casos que policiais fizeram guarda em residências onde candidatos da coligação de Ivan Padilha ou pessoas próximas estariam comprando votos. Ela lembra que o pai de Ivan Padilha distribuiu feira na semana da eleição de casa em casa.
Segue: 
A certeza da impunidade o prefeito Ivan Padilha alimenta porque a Câmara Municipal, com 7 dos 9 parlamentares na oposição, não conseguiram fiscalizar a aplicação correta dos R$ 66 milhões que a Prefeitura recebeu em royalties de 2009 aos dias atuais.
Os vereadores perderam todas na Justiça.
Outro fator que mostra com clareza que o prefeito Ivan Padilha não tem medo da Justiça e que estava com dinheiro sobrando foi que a Justiça determinou que ele não realizasse a vigília no mesmo dia que o candidato Gustavo Adolpho e José Maurício. Ivan Padilha realizou a vigília, mesmo sabendo que a multa seria de R$ 50 mil. Ivan Padilha, antes de ser prefeito, era Oficial de Justiça.
A Prefeitura de Pendências recebe em média R$ 2 milhões em royalties graças a uma liminar dada pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife, num ação alegando existir uma grande estação de embarque e desembarque de gás natural em Pendencias. Tem dois escritórios de advocacia do Pernambuco ganhando por mês R$ 400 mil em Pendências.
Veja AQUI.
Esta estação não existe em lugar algum de Pendências e a Justiça Federal ainda não derrubou esta liminar porque estranhamente o CREA do RN não indicou um especialista para fazer uma perícia no município e constatar tecnicamente a inexistência desta estação.
Os vereadores Janúncio Freitas e Isac Carlos disseram que temem que este volume de recursos cresça mais e quando a Justiça Federal derrubar a liminar, o que deve acontecer mais cedo ou mais tarde, o município de Pendências fique inviabilizado economicamente.
Outro lado – Tentamos por diversas vezes ouvir a versão do prefeito Ivan Padilha sobre a compra de votos e outras acusações, mas não foi possível. A ligação não completou. Fizemos um contato com o assessor de comunicação, que ficou de conversar com o prefeito e dá uma resposta depois já pronta para ser publicada. Aguardamos com o espaço reservado.

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