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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Assepsia: UOL destaca pedido do Ministério Público contra Micarla

Indícios fortes contra Micarla eram evidentes. Agora precisamos esperar para saber se o TJ vai se pronunciar - e proteger-nos de mais roubo ou perda de provas -, ou deixará acabar o mandato para que a prefeita perca o direito ao foro privilegiado.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte entrou com uma ação pedindo o afastamento da prefeita de Natal, Micarla Sousa (PV). A denúncia foi feita pelo procurador-Geral de Justiça, Manoel Onofre de Souza Neto, que o solicitou ao TJ/RN (Tribunal de Justiça) a execução de medida cautelar penal de suspensão de funções da prefeita. A medida foi protocolada no último dia 11, mas só foi divulgada nesta quinta-feira (18).

Segundo o MP, análises de documentos apreendidos apontaram "fortes indícios" da participação da prefeita da Natal em supostos desvios de verbas e licitações fraudulentas na Secretaria Municipal de Saúde (SMS), apontados durante a deflagração da operação Assepsia.

O MP informou que as prestações de contas nunca foram glosadas ou conferidas pelas autoridades contratantes. Não há informações dos valores supostamente desviados porque o processo corre em segredo de Justiça.

O MP informou que investigações revelaram que as entidades contratadas pelo município teriam sido previamente escolhidas pelo então secretário, Thiago Barbosa Trindade, e pelo procurador do município, Alexandre Magno Alves de Souza, que teriam "manipulado os processos de qualificação e de seleção das entidades para viabilizar a celebração de contratos de gestão com o município de Natal."

A documentação foi apreendida em 27 de junho durante a operação Assepsia, a qual prendeu sete pessoas ligadas à prefeitura de Natal – dentre elas atual secretário de Planejamento do município, Antônio Carlos Soares Luna; o ex-secretário municipal de Saúde Thiago Barbosa Trindade; o coordenador administrativo e financeiro da SMS, Francisco de Assis Rocha Viana; e o ex-coordenador administrativo e financeiro da SMS Carlos Fernando Pimentel Bacelar Viana.

De acordo com o MP, a operação desarticulou um esquema que promoveu contratos fraudulentos entre a prefeitura de Natal e organizações sociais para a administração da UPA Pajuçara e dos AMES (Ambulatórios Médicos Especializados).

O esquema teria ocorrido "por meio de fraudes nos processos de qualificação e de seleção das entidades, tendo os contratos respectivos sido anulados pela Justiça e apurado que as entidades contratadas pelo município inseriram despesas fictícias nas prestações de contas apresentadas à Secretaria Municipal de Saúde, como uma das formas de desviarem recursos públicos."

Outro lado

O UOL entrou em contato com a Prefeitura de Natal, mas a reportagem foi informada de que prefeita Micarla Sousa estaria reunida com sua equipe e ainda nesta quinta-feira (18) iria se pronunciar sobre o assunto.

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