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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

O "surto de vaidade" na campanha da OAB/RN



O atual vice-presidente da OAB, Aldo Medeiros, acusou o advogado André Saraiva de ter tido um "surto de vaidade", em virtude de uma carta pública que circulou alguns dias atrás.

Estava me mantendo alheio a essa polêmica, mas hoje recebi um e-mail que relata uma incoerência por parte de Aldo, que é candidato à presidência da instituição pela chapa da oposição.

Na resposta a André, Aldo diz que a vaidade de André foi não ter aberto mão do cargo de conselheiro federal titular.

Lembra o advogado que me escreveu que as palavras de Aldo servem para ele mesmo. "Pois no processo interno da situação ele não abriu mão em momento algum de ser o candidato. Aceitou o processo de escolha, mediante sabatina realizada com os pré-candidatos e, depois, por meio do crivo de Paulo Eduardo - legitimado para indicar seu sucessor. Mas, antes mesmo da escolha do grupo sair, ele rompeu, porque disse que seria candidato a Presidente e era o único cargo que aceitava no grupo. Ele não aceitou qualquer outro cargo oferecido: vice de novo; conselheiro federal; presidente da CAARN; enfim, o "surto de vaidade" que ele critica é o que ele fez, então".


Continua o advogado:









"Ademais, importa salientar que durante a sabatina ele sequer tinha pensado sobre CAARN e ESA. Não tinha a menor noção de projetos para as os referidos órgãos da estrutura da OAB.






Deixou claro que para ele somente contava o fato de ser vice e, só por isso, seria o candidato 'natural'. Também disse que tinha que se levar em conta pesquisa por ele encomendada, realizada depois de ele já estar há seis meses fazendo campanha por fora - antes, portanto, do processo interno de escolha.






Ou seja, ele também descumpriu a regra básica interna: foi para as ruas fazer campanha de pré-candidato antes de consultar o grupo da situação do qual fazia parte. Fincou pé, fez beicinho e rompeu por conta própria".






O autor do e-mail faz outras acusações contra Aldo Medeiros, mas prefiro não levá-las a público por não poder comprová-las.


Quanto ao processo de escolha da situação, o relato combina com o que disse, em certa ocasião, o presidente da OAB, Paulo Eduardo Teixeira. Paulo explicou em entrevista à rádio como se deu o processo de escolha do candidato à sua sucessão no grupo que representa. Falou sobre a decisão coletiva após um processo de sabatina e deixou evidente que Aldo se candidatara à revelia do grupo do qual faziam parte.

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